El texto sobre igualdad de género y skate que Jonz y Bufoni han hecho viral

Espiritu Aloha | Apr 03, 2018
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El texto de la skater brasileña Karen Jonz sobre igualdad de género y skate compartido por Leticia Bufoni- ha dado la vuelta al mundo.

160.000 likes en Instagram, 20.000 likes en Facebook sumando varias páginas, compartido por Leticia Bufoni, miles de shares y comentarios… definitivamente, el texto creado por Karen Jonz sobre la igualdad de género en el skate -y en el mundo- se ha hecho viral.

A Karen Jonz la acreditan medallas en X-Games, campeonatos del mundo y las dificultades de empezar a patinar cuando eran muy pocas las chicas que se subían al monopatín. Sus palabras vienen por la inclusión del skate femenino en un evento, pero con un prize money tres veces inferior al de la categoría masculina. 

A su texto pocas palabras se le pueden añadir. Simplemente hay que leerlo, reflexionar y pensar qué podemos hacer cada una y uno en ese camino hacia la igualdad de género. 

Quando recebemos a notícia de que o feminino seria incluído num campeonato importante, com cobertura enorme da grande mídia, vimos essa oportunidade como uma grande conquista para a nossa categoria. No entanto, o mundo inteiro questionou o fato da premiação dos homens ser três vezes maior que a das mulheres. Passei boa parte da minha carreira participando de competições masculinas. Já fui barrada em competições masculinas porque não entendiam como é que uma menina poderia querer competir contra aqueles caras. Mas eu queria. E a única alternativa que eu tinha era me meter nessas competições, mesmo que o lugar destinado a mulheres nesses eventos fosse o da exceção à regra. Estive à frente do skate feminino, lutando – às vezes quase que literalmente – para que as meninas ao menos tivessem um espaço na cena, e falhei inúmeras vezes. No entanto, esse esforço – que não foi só meu, mas de muita gente que eu nem poderia enumerar aqui – acabou trazendo para o skate feminino, aos poucos, a relevância que ele merece. Hoje o skate está em todo lugar – é o segundo esporte mais praticado no Brasil – e as meninas são uma parcela muito grande desse público, que consome, se inspira, movimenta e vive o skate. A notoriedade do nosso estilo de vida nunca esteve tão em alta como agora que o skate virou modalidade olímpica, e isso trouxe muita atenção de um público ainda maior. O mundo está em constante evolução, e nunca antes se fez tão necessário que paradigmas ultrapassados sejam derrubados. E o skate, mesmo sendo um esporte do futuro, ainda reproduz alguns conceitos que não têm mais lugar na versão 2018 do nosso planeta. Nós, mulheres, treinamos tanto quanto os homens, vivemos isso com tanta intensidade e paixão quanto os homens, mas enfrentamos, além das dificuldade inerentes da vida da atleta, os desafios a mais que temos apenas pelo fato de sermos mulheres. Embora a gente já tenha conseguido avançar bastante na nossa luta, o espaço que nos é dado na mídia ainda é menor, sem falar na nossa participação nas competições – quando ela existe – que é sempre uma incerteza. É esse ecossistema de desigualdade que faz com que muita gente do nosso meio ache que ‘tudo bem’ uma prem

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Traducción del texto de Karen Jonz

“Cuando recibimos la noticia de que la categoría femenina sería incluida en un campeonato importante, con cobertura de los grandes medios, vimos esta oportunidad como un gran logro. Sin embargo, el mundo entero cuestionó el hecho de que los premios de los hombres fueran tres veces más grande que los de las mujeres.

Pasé buena parte de mi carrera participando en competiciones masculinas. Me vetaron participar en competiciones en las mismas porque no entendían cómo una niña quería competir contra chicos. Pero yo quería. Y la única alternativa que tenía era inscribirme en esas competiciones, aunque el puesto destinado a las mujeres en esos eventos fuera el de la excepción a la regla.

He estado al frente del skate femenino, luchando -a veces casi literalmente- para que las niñas al menos tuvieran un espacio en la escena, y fallé incontables veces. Sin embargo, este esfuerzo -que no fue sólo mío, sino de mucha gente que ni siquiera podría enumerar aquí- acabó dando al skate femenino, poco a poco, la relevancia que merece.

Hoy el skate está en todas partes -es el segundo deporte más practicado en Brasil- y las niñas son una parte muy grande de ese público, que consume, se inspira, se mueve y vive el skate. La notoriedad de nuestro estilo de vida nunca ha sido tan alta como ahora que el skate incluso estaré en la mayor competición deportiva del mundo, lo que atrajo la atención de un público mucho mayor.

El mundo está en constante evolución, y nunca antes se ha hecho tan necesario que los paradigmas arcaicos sean derribados. Y el skate, aunque sea un deporte del futuro, todavía reproduce algunos conceptos que no tienen lugar en la versión 2018 de nuestro planeta.

Nosotras, las mujeres, entrenamos tanto como los hombres, vivimos esto con tanta intensidad y pasión como los hombres, pero nos enfrentamos, además de a las dificultades inherentes de la vida de la atleta, a los desafíos de más que tenemos por el hecho de ser mujeres. Aunque ya hemos logrado avanzar bastante en nuestra lucha, el espacio que se nos da en los medios es aún menor, sin mencionar nuestra participación en las competiciones -cuando existe ese espacio- que siempre es una incertidumbre. Es este ecosistema de desigualdad el que hace que mucha gente de este mundo piense que “no hay ningún problema” en pagar un premio tres veces mayor al campeón masculino. Las mujeres, que somos las hijas de hombres, hermanas, amigas, esposas, madres, ¿valemos menos?

A menudo no entendemos lo extraño que suena todo esto, ya que, como dije al principio de este texto, estoy en el mundo del patín desde que el skate femenino era un fenómeno paranormal, la excepción de la excepción. Al ver la conmoción que la noticia del valor de los premios provocó en el público, me he dado cuenta de que a pesar de haber avanzado mucho hacia la igualdad, todavía queda mucho camino por recorrer. Y eso sólo cambiará si nos unimos fuertemente, ofrecemos oportunidades y luchamos juntas (y juntos, chicos!) para que la desigualdad deje de ser el estado normal de las cosas. Nada de eso es normal, y lo que nos mata es pensar que el mundo es así.

El mundo no es así. El mundo sólo está así. Nuestra lucha es para que la mitad de las personas que habitan en este planeta, las mujeres, se sientan tan capaces de seguir sus sueños como la otra mitad, los hombres”. 

Texto por: @karenjonz Quando recebemos a notícia de que o feminino seria incluído num campeonato importante, com cobertura enorme da grande mídia, vimos essa oportunidade como uma grande conquista para a nossa categoria. No entanto, o mundo inteiro questionou o fato da premiação dos homens ser três vezes maior que a das mulheres. Passei boa parte da minha carreira participando de competições masculinas. Já fui barrada em competições masculinas porque não entendiam como é que uma menina poderia querer competir contra aqueles caras. Mas eu queria. E a única alternativa que eu tinha era me meter nessas competições, mesmo que o lugar destinado a mulheres nesses eventos fosse o da exceção à regra. Estive à frente do skate feminino, lutando – às vezes quase que literalmente – para que as meninas ao menos tivessem um espaço na cena, e falhei inúmeras vezes. No entanto, esse esforço – que não foi só meu, mas de muita gente que eu nem poderia enumerar aqui – acabou trazendo para o skate feminino, aos poucos, a relevância que ele merece. Hoje o skate está em todo lugar – é o segundo esporte mais praticado no Brasil – e as meninas são uma parcela muito grande desse público, que consome, se inspira, movimenta e vive o skate. A notoriedade do nosso estilo de vida nunca esteve tão em alta como agora que o skate virou modalidade olímpica, e isso trouxe muita atenção de um público ainda maior. O mundo está em constante evolução, e nunca antes se fez tão necessário que paradigmas ultrapassados sejam derrubados. E o skate, mesmo sendo um esporte do futuro, ainda reproduz alguns conceitos que não têm mais lugar na versão 2018 do nosso planeta. Nós, mulheres, treinamos tanto quanto os homens, vivemos isso com tanta intensidade e paixão quanto os homens, mas enfrentamos, além das dificuldade inerentes da vida da atleta, os desafios a mais que temos apenas pelo fato de sermos mulheres. Embora a gente já tenha conseguido avançar bastante na nossa luta, o espaço que nos é dado na mídia ainda é menor, sem falar na nossa participação nas competições – quando ela existe – que é sempre uma incerteza. É esse ecossistema de desigualdade que faz com que muita gente do nosso meio ache…

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Fuente: www.redbull.com.es

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